ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS SOLICITA MUDANÇA IMEDIATA NA COMPOSIÇÃO DO CDI.

02/07/2019 | Home PageGaleria
Fonte: A A A

Na manhã desta segunda-feira, dia 01 de julho de 2019, foi deflagrada pela Polícia Civil a “Operação Morfina”, que investiga a existência de um esquema fraudulento que beneficiava funcionários, clínicas, laboratórios, médicos e demais prestadores de serviço do IPASGO (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Estaduais), gerando prejuízos ainda não calculados, mas que facilmente irão superar a casa dos milhões de reais. Infelizmente, este é só mais um dos muitos esquemas de corrupção que precisam ser combatidos para melhoria na prestação dos serviços públicos em Goiás e no Brasil.  Neste caso, o que verdadeiramente nos surpreendeu foi a facilidade com que esse esquema funcionou ao longo dos anos e a demora da atual gestão em identificá-lo e combate-lo com eficiência, mesmo com a existência de inúmeras denúncias a respeito de tais fraudes. Por certo, o esquema de corrupção revelado pela “Operação Morfina” pode cair na conta da gestão anterior. Embora possam argumentar que a atual gestão completou “apenas 6 meses”, o que vimos foi apenas uma mudança de “nomes” sem qualquer mudança significativa nas práticas administrativas.  O mínimo que se espera de uma gestão competente e comprometida é o combate sistemático aos desvios e à corrupção. As boas práticas de administração impõem a necessidade de criação de instrumentos eficientes para combater possíveis desvios e desmandos.  No caso do IPASGO, um dos principais instrumentos para orientação, fiscalização e auditoria da gestão seria o CDI (Conselho Deliberativo do IPASGO).  Todavia, por incrível que pareça o atual presidente do Instituto fez questão de repetir a formula equivocada dos gestores anteriores, criando um órgão de fiscalização tão “chapa branca” que é presidido, pasmem, pelo próprio Presidente do IPASGO.  Assim, sem um sistema de fiscalização e auditoria austero e independente, fica muito mais fácil a ocorrência de desvios e malversação dos recursos que, no caso do IPASGO, vale lembrar que não são recursos exclusivamente públicos, pois a maior parte provém das contribuições e coparticipações dos servidores e beneficiários do IPASGO SAÚDE.  Justamente por isso a Associação dos Oficiais vem a público, reforçar o pedido protocolado pelo Fórum de Defesa dos Servidores e Serviços Públicos do Estado de Goiás, solicitando ao Excelentíssimo Sr. Governador Ronaldo Caiado, a modificação imediata da composição do CDI, com uma distribuição de forças mais paritária entre a administração pública e os representantes dos servidores, bem como a retirada da figura do Presidente do IPASGO de sua composição, vez que independentemente das qualificações, lisura e espírito republicano de quem ocupar tal cargo, a simples participação do gestor compondo o órgão responsável por sua fiscalização e auditoria é, no mínimo, inconveniente; pois além de gerar constrangimentos desnecessários, afronta a independência do CDI e cria uma indesejável possibilidade de interferência no andamento e nos resultados dos trabalhos.  Por fim, a “Operação Morfina” revela também que existem alternativas melhores para o saneamento das contas do IPASGO que a penalização dos servidores com o aumento de mais de 21,0% nos valores do IPASGO SAÚDE.  E nós confiamos que o Governo do Estado deseja mudar esta realidade. Mas já se passaram seis meses e muito pouco foi feito neste sentido!  O resultado das urnas de 2018 mostrou que o cidadão em geral, e o Servidor Público em particular, estão cansados de “pagar o pato” da corrupção e da má gestão.  Sendo assim, é preciso sair do discurso e avançar em busca de mudanças concretas nas práticas de gestão dos órgãos e serviços públicos.  Moralidade, eficiência e os demais princípios que regem a administração pública são regras de observância permanente e obrigatória para o bom administrador.  E é exatamente isso que queremos para Goiás!

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